Há um espelho no tempo
E logo recolhi os pensamentos
Sobre a via Anhanguera. Vi assim a cortina passar
Sobre uma visão que nada mais tinha de meu.
Minha juventude e a sede eterna.
E se as paredes verdes da floresta
Trazem como num frescor distante
O tato das mãos e a rede que te leva
A noite serena rente a mata que é de pedra
na chuva acelera....a sensação do lar.
Na impermeabilidade da janela
O som inconfundivelmente pontual
do sininho a lembrar das coisas da vida.
Lá o chão brotou da brisa, das ervas daninhas:
Patichulim...
Que oxóssi nos guarde
Naquela cozinha familiar.
[Jones da Silva Gomes, Um dia de setembro na Sampa da Rua Peixoto Gomide)
sábado, 23 de abril de 2011
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